Musicas da Semana

terça-feira, 5 de setembro de 2017

Curiosidades do mundo do Rock


1. Def Leppard
Rick Allen, o baterista da banda, perdeu o braço em um acidente de carro nos anos 80. Mas isso não o fez desistir de tocar. A banda continuou com a mesma formação, e Rick aprendeu a comandar a bateria usando os pés, uma das mãos e algumas batidas programadas.
2. Nirvana
"Smells Like Teen Spirit", nome do maior hit do Nirvana, é uma referência a... uma marca de desodorantes!
3. Guns n’ Roses
O hit "Sweet Child o’ Mine" é dedicada a Erin Everly, cujo casamento com Axl Rose durou apenas um mês. A música de rock preferida do guitarrista Slash não é do Guns, mas do Aerosmith: "Nobody’s Fault". O nome verdadeiro de Slash é Saul Hudson; o de Axl Rose é William Bailey. A banda gravou a música "Patience" com os músicos totalmente bêbabos. No dia seguinte, tiveram que regravar uma parte em que dava para ouvir Axl Rose gorfando.
4. Black Sabbath
O guitarrista Tony Iommi perdeu parte de dois dedos em um acidente. A banda só não chegou ao fim porque Iommi deu um jeito de continuar tocando com a ajuda de algumas estratégias: usar um acessório para deixar os dedos mais longos e afinar a guitarra três tons mais grave do que o usual, deixando assim as cordas mais soltas e macias. A primeira música que Iommi compôs com esse novo estilo foi "Iron Man", um dos grandes hits da história da banda.
5. Pink Floyd
A música "Shine On You Crazy Diamond" - assim como muitas outras do Pink Floyd com a temática loucura - é inpirada no primeiro guitarrista-líder da banda, Syd Barret. O músico enfrentava dificuldades de concentração devido às crises de esquizofrenia e ao consumo regular de LSD. A banda então chamou David Gilmour, que havia ensinado Syd Barret a tocar guitarra na escola, para subir ao palco junto de Syd e encobrir seus erros ao longo das apresentações. Aos poucos, Syd acabou se afastando da banda e Gilmour foi naturalmente ocupando seu lugar. Antes de se chamar Pink Floyd, a banda se chamava Sigma 6. A formação original tinha Roger Waters no baixo, Nick Mason na bateria, Richard Wright nos teclados, Bob Close na guitarra e Syd Barret na guitarra-líder. Foi Syd que sugeriu a mudança do nome para Pink Floyd Sound - uma homenagem aos músicos do blues Pink Anderson e Floyd Council.
6. Lynyrd Skynyrd
O vocalista Ronnie Van Zant está enterrado com uma camiseta do Neil Young - a mesma que ele usa na capa do último CD que gravou com a banda. A admiração entre os dois músicos costumava ser mútua: Neil Young costumava dizer que preferia tocar "Sweet Home Alabama", hit do Lynyrd Skynyrd, do que sua "Southern Man". O nome da banda foi inspirado em um professor da escola dos músicos, que se chamava Leonard Skinner e costumava suspender os alunos de cabelos compridos.
7. Deep Purple
A música "Smoke On The Water" foi composta por Franz Zappa depois de um show da banda no festival de Montreux, na Suíça, em 1971. Na ocasião, alguém acendeu um sinalizador, que caiu no chão feito de bambu e o incendiou.
8. The Who
Uma vez, durante uma apresentação no começo da carreira da banda, Pete Townshed sem querer atingiu o teto da casa de shows com o braço da guitarra, provocando um som que levantou a plateia. Ao tentar repetir o bem-sucedido barulho, Pete acabou quebrando o braço da guitarra. Para quebrar o constrangedor silêncio do público, o guitarrista acabou destruindo o instrumento no palco - a performance foi um sucesso e, no show seguinte da banda, havia o dobro de pessoas na plateia.
9. The Sex Pistols
A banda foi barrada tantas vezes por causa de seu nome no início de carreira que decidiu se apresentar sob o codinome SPOT (sigla para "Sex Pistols On Tour"). O agente da banda, Malcolm McLaren, costumava sugerir palavras-chave para servir de tema para as novas composições do grupo. Uma delas foi "submission" (submissão). Para tirar sarro, o Sex Pistols compôs uma música sobre uma missão submarina ("sub-mission"). O dinheiro usado para comprar a heroína que causou a morte do baixista Sid Vicious foi dado a ele pela própria mãe, que pensava que ele usava apenas cocaína.
10. Metallica
O vocalista James Hetfield começou a compor o hit "Nothing Else Matters" enquanto falava no telefone e, com a outra mão, segurava a guitarra. Ao esbarrar nas cordas, saiu um som que não poderia ser desperdiçado. Ele desligou o telefone e começou a trabalhar na música.
11. Queen
No videoclipe de "The Great Pretender", uma das mulheres que cantam com Freddie Mercury é, na verdade, o baterista Roger Taylor fantasiado.
12. Rolling Stones
Aos 47 anos, o baixista Bill Wyman começou um relacionamento com Mandy Smith, que tinha apenas 13 anos. O polêmico namoro tinha o aval da mãe da menina. Seis anos depois, eles se casaram, mas a relação só durou um ano. Mais tarde, o filho de Bill, Stephen Wyman, se casou com a mãe de Mandy; ele tinha 30 anos e ela, 46. Isso fez de Stephen o padrasto de sua ex-madrasta.
13. The Doors
Jim Morrison sugeriu o nome The Doors para sua banda baseado no livro The Doors of Perception, de Aldous Huxley, que exalta o uso de drogas alucinógenas.
14. AC/DC
O nome da banda foi sugerido pela irmã dos guitarristas Angus e Malcolm, Margaret Young. Ela viu a sigla AC/DC ("corrente alternada / corrente contínua", ou o atual "bivolt") escrita em um aspirador de pó. Angus e Malcolm gostaram do nome, por ser relacionado à eletricidade.
15. Foo Fighters
"Foo Fighters" é como a força aérea norte-americana costumava chamar os Ovnis nos anos 40.

quarta-feira, 30 de agosto de 2017

Thin Lizzy, Metallica: A história de "Whiskey in the Jar"

Poucos sabem, e eu também não sabia, que a música Whiskey in the Jar é mais antiga e tradicional do que apenas um rock tocado pelo THIN LIZZY, em meados de 1970. A canção é tradicionalmente cantada por irlandeses há centenas de anos.

Acredita-se que ela é baseada na canção “Patrick Fleming”, que fala sobre um salteador irlandês que foi executado em meados de 1650, porém, não se tem a ideia exata de suas origens. Alan Lomax, um historiador folclórico, sugere que a canção tenha origem no século XVII. A música trata da história de um salteador que, após assaltar um oficial militar, foi traído por sua esposa ou amante (não se sabe ao certo). Diversas versõesdessa música são executadas em províncias irlandesas, como Kerry, Cork, Gilgarra e Sligo.
É certo que a música é executada tradicionalmente nos Estados Unidos da América, em versões diferentes. Uma das versões é de Massachussetts, que trata de um soldado irlandês que foi condenado à morte por assaltar oficiais britânicos. Dependendo da localidade onde os irlandeses colonizaram, o nome e a patente do personagem também mudavam, sendo capitão ou coronel, passando por Farrel ou Pepper. A esposa ou amante pode se chamar Molly, Jenny ou Ginny, entre outros nomes.
A música já foi executada por várias bandas, algumas delas mundialmente conhecidas. A primeira execução de sucesso, veio com a banda THE DUBLINERS, em meados de 1950, que a gravaram em três álbuns diferentes. Após a execução de sucesso, veio a gravação efetuada por THIN LIZZY, que fez muito sucesso por volta de 1970. O METALLICA é responsável pela sua execução de maior sucesso em meados de 1998.
O fato é que a música é um sucesso internacional e frequentemente cantada por todos os públicos que a ouvem. “Whiskey in the jar” realmente é uma bela canção, em qualquer estilo executado.

terça-feira, 22 de agosto de 2017

Free Pass Metal Fest II terá Anthrax e Accept em sua segunda edição

A Free Pass Entretenimento confirmou a segunda edição do FREE PASS METAL FEST, que acontecerá no dia 9 de Novembro, no Tom Brasil (SP). Neste ano, o festival terá como atrações principais os norte-americanos do ANTHRAX e os alemães do ACCEPT.



Qualidade sonora que persiste ao tempo. É isso que faz do Anthrax um dos quatro seletos integrantes do Big Four do thrash metal (ao lado de Metallica, Slayer e Megadeth). Espalhando a doença da música instigante entre os vivos desde 1981, o quinteto retorna ao Brasil com a turnê “For All Kings” em Novembro deste ano e passará por duas capitais brasileiras:
Formado por Joey Belladonna (vocal), Scott Ian (guitarra), Frankie Bello (guitarra), Jonathan Donais (baixo) e Charlie Benante (bacteria), o grupo norte-americano promete enlouquecer os fãs com seus maiores clássicos, além de faixas do novo album “For All Kings”.
Em São Paulo Anthrax será a atração principal da 2a edição do já tradicional Free Pass Metal Festival, ao lado do grupo alemão Accept, que também abrilhantará a noite paulistana no Tom Brasil, com um show completo e inesquecível. A abertura ficará por conta da revelação do metal nacional –King of Bones.
O Accept é formado atualmente por Mark Tornilo (vocal), Wolf Hoffmann (guitarra), Uwe Lulis (guitarra), Peter Baltes (baixo) e Christopher Williams (bateria), e além de alguns hits do álbum The Rise of Chaos, o grupo alemão promete tocar seus maiores clássicos, e mais algumas surpresas.



SERVIÇO:
FREE PASS METAL FESTIVAL ll
Atrações: ANTHRAX / ACCEPT / King of Bones
Data: 9 de Novembro de 2017, Quinta-feira
Horário: Portas 19h / King of Bones 20h30 / Accept 21h20 / Anthrax 23h
Local: Tom Brasil
Endereço: Rua Bragança Paulista, 1281,Chácara Santo Antônio, São Paulo –SP.
Classificação etária: 14 anos.
Capacidade: 4000 pessoas.
Acesso para deficientes físicos / Ar condicionado.
SETORES PREÇOS
PISTA 1º Lote R$ 160
PISTA 2º Lote R$ 180
PISTA 3º LoteR$ 200
PISTA PREMIUM 1º Lote R$ 300
PISTA PREMIUM 2º Lote R$ 320
PISTA PREMIUM 3º Lote R$ 340
CADEIRA ALTA R$ 280
FRISAS R$ 320
CAMAROTE R$ 360

quinta-feira, 17 de dezembro de 2015

A origem negra do rock n' roll

A origem de um estilo musical difundido por todos os cantos do planeta não haveria de ter uma explicação fácil, afinal, foi longo o caminho necessário para que o rock pudesse nascer.
Lead Belly, quando ainda jovem. 
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Diversos ritmos e comportamentos foram se adaptando com o tempo e, em uma pura combinação de fatores, surgiu primeiro o rhythm and blues -- o famoso R&B -- e depois o rock and roll propriamente dito. Uma retrospectiva pelas raízes é necessária para que se possa entender sua importância no cenário, não apenas musical, mas também social do mundo.
Diferente de outros estilos musicais, o rock pressupõe a troca, a integração do artista com o público. Não há espaço para passividade nesse estilo; todos devem participar da construção do ritmo.
“Por isso, dançar é fundamental. Se não houver reação corpórea quente, não há rock”.
(CHACON, 1993. p.85).
Porém, tão importante quanto dançar é cantar. O ouvinte deseja se unir ao cantor e, em um amálgama mágico, se torna elemento insubstituível da equação. Não há como imaginar uma apresentação de rock com o público sentado sem interagir. Isso é uma característica da música erudita.
O rock penetra não apenas nos ouvidos e na visão, mas em todas as células do corpo.
“Em suas origens, o rock and roll era essencialmente uma música afro-americana. Os ritmos sincronizados, a voz rouca e sentimental e as vocalizações de chamado-e-resposta características dos trabalhadores negros eram parte da herança da música africana e tornaram-se tijolos com os quais o rock and roll foi construído.” (FRIEDLANDER, 2010. p. 31).
É incontestável que, a maior fonte do R&B e, posteriormente do rock and roll foi o blues. A música negra por excelência era tocada por homens negros desempregados que carregavam seus violões pelo sul dos Estados Unidos -- região mais pobre e rural do país, e que demorou mais tempo para alcançar o desenvolvimento econômico e ideológico que os estados do Norte -- no período da depressão das décadas de 1920 e 1930 e cantavam sobre a vida difícil e dolorosa que levavam.
Link YouTube | Skip James - Devil Got My Woman
Nesse contexto social, era comum encontrar letras de músicas blues que falavam de adversidades, conflitos e, ocasionalmente, celebração. Essencialmente rural, o blues sulista -- vindo da região do Delta do Mississippi -- era tocado nas varandas, nos bares de beira de estrada ou nas praças das cidades. Todavia, após o auge da depressão e o fim da Segunda Guerra Mundial em 1945, houve uma maciça migração negra para o Norte e o blues urbano começou a florescer.
O blues urbano manteve a carga emocional de referencial rural e sulista, mas passou a usar um toque de positividade e orgulho. Com isso, foi abandonando cada vez mais os temas depressivos e, usando uma formação expandida -- criada por Muddy Waters-- de guitarra rítmica, guitarra solo, bateria, baixo e piano, representou um importante avanço em direção ao rock and roll.
A segunda grande influência é a música religiosa: o gospel. Com seu estilo emocionado, “incluía palmas, chamado-e-resposta, complexidade rítmica, batidas persistentes, improvisação melódica e acompanhamento com percussão” (FRIEDLANDER, 2010. p. 33). É certo que, no R&B, muitas dessas características também estão presentes, mas é na música gospel que elas têm origem.
A união da plateia com o artista através de tantos recursos interativos, encontra sua origem na música negra religiosa, pois “os diálogos de chamado-e-resposta – originários dos cantos africanos – eram executados por um cantor principal e pela congregação que respondia” (FRIEDLANDER, 2010. p. 34).
O terceiro e último estágio para a origem do R&B é o jump band jazz. Surgido no final da era das grandes bandas no final da Segunda Guerra Mundial, era um estilo animado, com batida suingada e formado por cinco ou seis instrumentos e um saxofone que se destacava. Comparada às grandes bandas, as bandas de jazz pareciam pequenas, mas guardavam o poder de fazer o público dançar ao som dos solos de saxofone.
Reunindo as três fontes – blues, gospel e jump band jazz –, músicos negros criaram o estilo conhecido como rhythm and blues, que, por sua vez, seria a principal base para o rock and roll.
“A síntese musical do R&B consistia na formação básica das bandas de blues, complementada por um solista de sax-tenor do jazz. Como no jump band jazz, o importante era o swing. A influência do gospel, que enfatizava a base rítmica 2/4 (ou “backbeat”), marcadas principalmente pela bateria, criava um movimento corporal que estimulava os ouvintes.

O virtuosismo vocal e a criatividade no palco, ambas heranças do gospel, foram importantes componentes do R&B (…) Emoção na voz e a sustentação das notas foram herdadas do blues. O solo instrumental, feito principalmente pelo sax-tenor, combinava com a fluidez improvisada do jazz com as longas repetições do blues.”
(FRIEDLANDER, 2010. p. 34).
Link YouTube | Blind Willie Johnson - Trouble will soon be over (1927)
Deixando para trás os lamentos de sofrimento e dor dos tempos da depressão tocados pelos bluesmen rurais, o R&B contemplava principalmente o amor e as experiências sexuais da vida real. Enquanto o ritmo ia se tornando cada vez mais popular, um novo público de jovens ouvintes negros ia surgindo, à revelia de grande parte da população branca, que tinha excesso de pudor e também não aceitava que uma música negra invadisse seus ouvidos.

Um pitada de folk e country . E agora, rock and roll?

Embora, grande parte da população branca dos Estados Unidos não aceitasse a música dançante dos negros, o R&B ia conquistando admiradores. Não apenas os negros poderiam extravasar suas angústias e tristezas se divertindo com o novo e frenético som. Agora, os brancos queriam participar e também fizeram sua contribuição para o nascimento do rock and roll.
As músicas folk e country dos brancos criavam baladas sobre o cotidiano de pessoas comuns. Assim como o R&B negro, que até esse momento não se misturava, a música country branca também buscava manifestar suas experiências e emoções e representava uma alternativa às canções melosas e rimadas das músicas populares da época.
Encabeçado por Hank WilliamsJimmy Rodgers e Carter Family, o country/folk proliferou nas rádios do começo da década de 1950 e entrou nas paradas de sucesso.
Link YouTube | Jimmie Rodgers - Blue Yodel No 1 (T For Texas)
Assim como a música transmitia a emoção do artista, o público respondia, na mesma medida, “movendo seus corpos em vibrações que acompanhavam o movimento dos artistas” (FRIEDLANDER, 2010. p. 46). O rock and roll era, para muitos, um catalisador de identidade para os adolescentes que, criados por pais hierarquicamente influenciados pela estrutura do exército, do trabalho e da família, não queriam obedecer a regras apenas porque elas existiam. Queriam seguir o rumo que suas próprias vidas os levariam.
E, “deitados na cama encolhidos com seus rádios ou depois da escola na casa de amigos, os jovens sabiam que ouvir rock and roll os fazia sentir-se bem”
(FRIEDLANDER, 2010. p. 47).
Apenas alguns anos após o término da II Guerra Mundial, a juventude americana, ainda traumatizada pelas perdas humanas -- principalmente de jovens --, queria, após anos de sofrimento, se divertir. Músicas despretensiosas, ritmos dançantes e o clima de festa serviriam para alegrar tanto os músicos, quanto os ouvintes.
Nesse contexto, ocorreu a mistura de música branca e negra que, mais alguns anos depois, já na década de 1960, percebendo que já viviam miscigenados através do rock and roll, vão reclamar e protestar contra o racismo.
Foi dessa forma, por meio da festa e da diversão, que brancos e negros aprenderam a dançar e cantar juntos.

O rockabilly pede licença: finalmente a mistura se completa

O R&B, originado do blues (rural e urbano), da música gospel e do jump band jazz, surgiu para os negros, popularizou-se e espalhou-se.
O folk e o country dos brancos se modernizaram e passaram a ser tocados nas rádios. Aos poucos, quase que imperceptivelmente, os dois caminhos começaram a se aproximar e, alguns jovens, ansiosos por sair da monótona música
popular americana, decidiram criar uma nova estrutura de som e ritmo.
“Em meados do anos 50, alguns jovens, influenciados por Williams, ansiavam por mais. Cientes da força e da emocionalidade do rhythm and blues, eles quiseram incorporar ‘a batida’ à autêntica música country. Elvis Presley – nascido no Mississipi e depois estabelecido em Memphis – entrou na gravadora Sun Records em uma tarde de julho para gravar um blues rural intitulado That’s All Right (Mama).

Gravado com apenas um violão, uma guitarra, um baixo e cantado com trêmulo e displicente abandono, Elvis criou a síntese do country/blues/R&B conhecida como rockabilly. Mais tarde, a bateria somou-se ao conjunto e o rockabilly tornou-se um gênero de transição para alguns artistas brancos, atraindo astros como Jerry Lee Lewis, Johnny Cash, Carl Perkins e Roy Orbinson para a Sun Records antes do final da década”.

(FRIEDLANDER, 2010, p. 36)
Os artistas brancos das regiões rurais e montanhosas do sul dos Estados Unidos tocavam uma espécie de proto-country, chamada hillbilly. Denominado “música caipira”, era o modo de vida que as pessoas, vindas principalmente dos Apalaches eOzarks, tinham e, como o principal meio de transporte para a região era o ferroviário, o som do hillbilly, muitas vezes, se assemelha a um trem em movimento.
Link YouTube | Eddie Cochran - Half Loved
Quando alguns jovens, embalados pelas duas culturas -- branca e negra -- e pelo sucesso da economia e da política americana do pós-guerra procuraram uma forma de extravasar sua insatisfação e de ter uma identidade de grupo, encontraram norockabilly a expressão ideal de suas vontades.
É importante lembrar que, ao mesmo tempo em que a música revelava a vontade de mistura músico-racial, a política e a poesia também se manifestavam nesse sentido, respectivamente, por meio da decisão da Suprema Corte americana no caso Brown vs Conselho de Educação (1954), que tornava inconstitucional a segregação racial nas escolas, e da geração beat, que buscava exterminar a repressão sexual, usando temas de amor livre em versos críticos ao rígido ambiente dos anos 1950.
Dessa maneira, o mercado americano, predominantemente branco, passou a aceitar a música negra, adaptando seu estilo para uma fórmula nova e, de quebra, permitiu que o rock and roll salvasse o rádio da morte certa, já que, com o advento da televisão, não conseguia se sustentar.
Pequenas gravadoras independentes, tais como Sun e Chess Records, foram responsáveis por tal feito e conseguiram transpor a linha conservadora da cultura alimentada pelo modelo que a série de TV Papai Sabe Tudo (transmitido pelas emissoras CBS, ABC e NBC entre os anos 1949 e 1962, que retratava o cotidiano de uma feliz e satisfeita) transmitia, produzindo músicas fora do mercado.
Embora a música rockabilly fosse tocada com cada vez mais frequência nas rádios, era “condenada pelas associações de pais e professores locais, por comitês governamentais e líderes religiosos” (FRIEDLANDER, 2010. p. 40) e sua aceitação não foi muito fácil.
Uma cultura baseada em segregação racial precisa de bastante tempo para abandonar seus paradigmas, mas o rockabilly, essencialmente uma música de mistura racial, foi um perfeito instrumento para alcançar esse objetivo.
“Alan Freed foi tido como o responsável por ter apresentado o som dos negros  para as plateias brancas com seu programa de rádio Moondog Rock and roll Party, que começou em Ohio, 1952, tocando R&B para uma audiência de adolescentes brancos. Como racismo pegava pesado naquela época, o DJ foi criticado por sua iniciativa e perseguido pelas autoridades.”
(VINIL, 2008. p. 14)
Realmente não era fácil para os pais racistas daquela época ver seus filhos, com as cabeças cada vez mais abertas por influências musicais e intelectuais, dançarem da mesma forma que os negros dançavam. Até aquele momento, o ritmo branco tradicionalista e preconceituoso não aceitava a sensualidade e o suingue dos negros.
Link YouTube | Johnny Burnette - Train Kept A Rollin'
Coube então aos jovens sedentos por mudanças a mistura sócio-musical tão importante para a origem de um ritmo que vem se fazendo presente até os dias atuais.
Dessa forma, a juventude mostrou toda a sua força para a sociedade, especialmente a americana, cheia de recalques e preconceitos. Tanto negros quanto brancos passaram a cantar e dançar juntos e o rock serviu como instrumento de contestação e revolta, mesmo que de maneira sutil e despretensiosa.

quarta-feira, 11 de novembro de 2015

Papo HeavyMetal #13 com Max CAavalera do Soufly...


 Max confidenciou alguns planos de gravar com bandas brasileiras

O Site A Ilha do Metal continua com seu Metal Talk através do  programa Papo Heavy Metal, e divulgando o novo álbum Archangel do Soufly, a Lenda do Metal Mundial e referencial da cena nacional Max Cavalera concedeu várias entrevistas a publicações brasileiras e o Site A Ilha do Metal teve a honra de ser um dos selecionados para ligar ao escritório da Nuclear Blast em Phoenix, Arizona, Estados Unidos.
Sem falar sobre reunião do Sepultura, o foco da entrevista foi na carreira do Soufly e no novo CD que acaba de ser lançado no Brasil e Max confidenciou a nossa equipe alguns planos de gravar com bandas brasileiras.
Papo Heavy Metal já entrevistou o baixista Luis Mariutti da band aAbout2Crash , a banda Eyes of Gaia, Bruno Sutter (Detonator), Bruno Ladislau e o Dr. Sin, Vinny Appice, Cólera, a banda Tubaina do apresentador Paulo Mancha da ESPN e outros episódios estão a caminho.

Metal Land Pate I - O que rolou no palco Dimebag...


"PESO,TALENTO e RESPEITO"

Palco DIMEBAG! A escolha do nome não poderia ter sido mais feliz. PESO. TALENTO. RESPEITO. É isso que Dimebag Darrell representou (e sempre representará) para a cena metal. E cada banda fez juz a esta homenagem, mostrando que tem potencial para um dia ganhar um palco com seu nome.
E não estou falando do Sepultura ou do Andre Matos, não! Estes tocaram no palco principal (DIO), e a resenha sobre suas apresentações vem depois. Eu me refiro ao NEKROST, KROW, ARMAHDA, DIRTY GLORY, VOIDEN, KING OF BONES, entre tantas outras bandas que a maioria dos metaleiros ainda nem teve a oportunidade de conhecer. São bandas que estão crescendo cada vez mais na cena nacional e no exterior, e que foram selecionadas pelo público ou convidadas pelos organizadores, porque mereceram estar ali.
Por falar em organizadores, eles estão de parabéns! Abraçaram o festival e não deixaram o público abaixo do esperado tirar o brilho do evento. Houve apenas um cancelamento (da banda Oitão), justificado por compromissos da própria banda. Todas as demais se apresentaram, em um ambiente com boa estrutura e ótima qualidade de som. O resultado foi um grande sorriso no rosto dos presentes, e a vontade de fazer tudo de novo no ano que vem. Mas vamos ao que interessa, as bandas !!
Na sexta-feira (30/10), quatro bandas fizeram um aquecimento para o evento. Foram elasCIRCLE OF INFINITY, FUNERATUS, NECROFOBIA e UGANGA. O público ainda estava chegando no Hotel Fazenda Vale das Grutas, mas quem estava lá pôde aproveitar o bom Heavy Metal apresentado por elas.
No sábado (31/10), o Metal Land Festival foi oficialmente anunciado, e a primeira banda a tocar foi o PROJECT BLACK PANTERA, no palco DIMEBAG. De um modo geral, a dinâmica do festival foi assim: 3 bandas seguidas no palco Dimebag, e depois um rodízio, sendo uma banda no palco Dio, uma no Dimebag, e assim por diante. Isso evitou o choque de horários, e o público pôde assistir a todas as bandas que quis. Domingo houveram alguns problemas que atrasaram bastante o festival e modificaram um pouco esta dinâmica. Mas nada que tenha desanimado o público. Abaixo, veja o que rolou no palco Dimebag, e veja também o que as bandas falaram do ‘Metal Land Festival’.
DIA 31/10
PROJECT BLACK PANTERA
A passagem de som da banda foi ao som do Pantera. Só isso já fez o público tremer e esperar coisa boa! E veio mesmo! Este trio de Uberaba (MG) mostrou peso e agressividade com seu estilo crossover! Abraçaram bem a responsabilidade de abrir oficialmente o ‘Metal Land Festival’.
PROJECT BLACK PANTERA também aproveitou o festival para lançar o primeiro álbum da banda.
PBP-Ilha
Setlist: Boto pra fuder  ♦  Ratatatá  ♦  Godzila  ♦  Rede Social  ♦  Abre a roda e senta o pé  ♦  Escravos  ♦  Manifestação  ♦  Execução na av. 38
“O Metal land foi uma experiência incrível para nós do Project Black Pantera, a banda tem apenas 1 ano e meio e em apenas um festival tivemos a oportunidade de estar entre os monstros do metal nacional, foi maravilhoso poder cruzar com os caras do Claustrofobia, Voodoopriest e trocar aquele papo com o Necromancia e Sepultura, agora uma cena que vamos guardar pra sempre foi os caras do Krisiun assistindo nosso show. O lançamento do nosso primeiro álbum não poderia ter cenário mais incrível, espero que venham muitos festivais Metal land e que o Project Black Pantera continue fazendo parte desse história assim como o festival já faz parte da nossa !!!” – Project Black Pantera
VIZARESH
A sequência continuou bem pesada! O VIZARESH veio de Atibaia para mostrar todo o peso do Death Metal, agitando o público presente. Finalizaram o show com um cover do Nile (Lashed to the Slave Stick), o que logicamente agradou bastante.
Vizaresh_Ilha
Setlist:  Gastronomy of Vivisection  ♦  Blessed by Fire  ♦  Tormenting Remambrance 1968  ♦   Rituals of Ancestral Vodum  ♦  The Valley of Hanged   ♦   Carnal Promise  ♦   Lashed to the Slave Stick (cover do Nile)
NEKROST
Mas foi com a terceira banda do dia que a destruição começou de verdade! No show do NEKROST ninguém ficou parado, impossível! Vieram de Manaus pra botar Altinópolis abaixo! E aja pescoço, porque o Thrash Metal apresentado pela banda é aquele old school, que empolga muito, sendo ao mesmo tempo muito técnico e bem trabalhado. Não bastasse tantas qualidades, a banda tem ótima presença de palco, agita o show inteiro, teve até Wall of Death !!
Nekrost_Ilha
Setlist: Dreaming awake   ♦   Fall of the Tyrants   ♦   Escape   ♦   Colluded   ♦   Hypnotized
“Nós do Nekrost gostaríamos de agradecer publicamente aos responsáveis pela participação da banda no Metal Land que votaram e acreditaram em nosso trabalho e que podemos a cada dia ir mais longe. Um evento de grande porte que foi e será um dos maiores festivais de bandas de Metal do Brasil bem representado nas pessoas de Vera Kikuti e Vitor Rodrigues que não deixaram a desejar em nada, dando toda a assessoria necessária para as bandas e headbangers que estiveram presentes neste grandioso evento. Estão todos de parabéns! Aos amigos e familiares que nos ajudaram, aos novos amigos que fizemos, aos velhos por sempre nos apoiarem, aos bangers que bateram cabeça pra caralho no nosso show, compraram nosso merchan, à todas as bandas que fizeram o Metal Land acontecer e às nossas famílias que foram cruciais nesse momento. Muito obrigado William Lauschner, Edi Marques Pimentel, Porão Do Alemão, Elton Borges, C.borges importadora, Beto Montrezol, Estúdio SuperSônico, Valdecildes Zuany, Valdenise Marques, Melissa Lovo, Dulce Zuany, Sarah Coelho, Sergio Lima Filho, Wagner Kaiowas, Simone Biehler Mateos Woesley Johann, Marcello Pompeu, Heros Trench, Mr. Som Studio, Samuel Dias, Giovani Soave, Vera Kikuti, Vitor Rodrigues, Vander Caselli, Roberto Quaresma, Márcio Santana Barroso, Juliano Macanoni de Morais e Denthrash Amazonas. Grande abraço e até a próxima! /,,/” – Nekrost
DIRTY GLORY
Enquanto o Voodoopriest se apresentava no palco DIO, os paulistanos do DIRTY GLORYpreparavam o palco DIMEBAG para o primeiro show de Hard Rock do festival. Com uma bela voz, Jimmi DG (vocal) e cia. apresentaram músicas de peso e qualidade, e conseguiram uma ótima resposta até do público mais “truzão”. Além de músicas autorais, a banda tocou ‘Ace of Spades’, do Motörhead. Originalmente o setlist do DIRTY GLORY contava com 10 músicas, mas a banda teve que cortar 4 delas, para evitar grandes atrasos (os shows do palco DIO começaram com cerca de uma hora de atraso). Independente do número de músicas, causaram boa impressão.
DirtyGlory_Ilha
Setlist: Black Lightning  ♦  Ace Of Spades (cover do Motörhead)  ♦  Mr. Jack  ♦  Failing The Test  ♦  Sticks And Stones  ♦  Damn The Human Race
“Foi muito foda pra gente poder tocar no Metal Land. A organização com certeza fez o melhor que pôde nas circunstâncias que rolaram, e nos trataram com o maior respeito. O público receptivo e também muito respeitoso, nos recebeu super bem (por sermos uma banda de Hard Rock). Espero que possamos contar com festivais deste nível, cada vez mais. Como banda e como fãs de rock e metal” – Jimmi DG, Dirty Glory
ARMAHDA
Banda paulistana que ensina história durante os shows, a ARMAHDA vai se firmando cada vez mais no cenário do Heavy Metal, com a proposta diferenciada de abordar episódios da história do Brasil em suas letras. E quem estava lá percebeu, a banda reuniu provavelmente o maior público do dia no palco DIMEBAG. Levantaram a galera desde a primeira música, e quando tocaram ‘Paiol em Chamas’, uma faixa em português, tinha muita gente cantando junto, mostrando o reconhecimento que a banda merece. Assim como o Dirty Glory, a ARMAHDA foi prejudicada pelo atraso e teve que cortar duas músicas do set. Não comprometeu a qualidade do show da banda, apenas deixou o gostinho de quero mais.
Armahda_Ilha
Setlist: Ñorairô  ♦  Echoes from the River  ♦  The Iron Duke  ♦  Canudos  ♦  Queen Mary Insane  ♦  Spears of Freedom  ♦  Paiol em Chamas
“O Metal Land é o maior, o melhor e mais relevante festival do metal brasileiro. E provou que não devemos nada ao cenário internacional” – Renato Domingos, Armahda
KING OF BONES
Com seu Hard n’ Heavy muito bem executado, os paulistanos do KING OF BONES também se firmam cada vez mais na cena pesada. E no ‘Metal Land’, mostraram mais uma vez seu valor. Ótimas músicas e ótimos músicos, a banda chamou a atenção de quem ainda não conhecia, e agradou os fãs que estavam presentes. Além das músicas do álbum “We are the Law” (2013), oKING OF BONES deixou a galera provar o gostinho do próximo trabalho (com previsão de lançamento em fevereiro/2016), e tocou 4 faixas deste vindouro lançamento (No Way Out, Point of No Return, Walking On The Edge e We’re Stronger).
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Setlist: Intro  ♦  No Way Out  ♦  Find your Salvation  ♦  Fly Away  ♦  Point of No Return  ♦  Walking on the Edge  ♦  We’re Stronger  ♦  We are the Law  ♦  Heroes
“Acreditamos que a 1ª ediçao do Metal Land foi uma semente plantada de algo muito grande que ainda vem por aí. Demonstrou que o Heavy Metal nacional é forte e extremamente talentoso. O público se entreteu bastante, mesmo debaixo de muita chuva, e as bandas puderam demonstrar o seu trabalho em um novo formato de festival no Brasil” – Rafael Vitor, King of Bones
CENTÚRIAS
Imagina tocar entre o Krisiun e o Sepultura… esta grande responsabilidade ficou por conta dos veteranos do CENTÚRIAS, uma das bandas pioneiras do metal nacional. E eles deram conta do recado muito bem. Levantando a placa “anti-poser” o tempo todo, o vocalista Cachorrão ganhou o público, e preparou muito bem a galera pro show do Sepultura, que viria logo a seguir no palco DIO.
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Setlist: Guerra e Paz  ♦  Fortes Olhos  ♦  Sobreviver  ♦  Cidade Perdida  ♦  Senhores da Razão  ♦  Ninja  ♦  Ruptura Necessária  ♦  Arde Como Fogo / To Hell  ♦  Duas Rodas / Portas Negras  ♦  Metal Comando
“Foi bem legal tocar no Metal Land, o público recebeu o Centúrias super bem e acredito que conseguimos dar o nosso recado durante o show. Obrigado Altinópolis e obrigado Metal Land! Que venham outras edições!” – Cachorrão, Centúrias
ANEUROSE
Infelizmente por causa do horário, não consegui assistir aos shows das bandas ANEUROSE,MONSTRACTOR e VOIDEN. Mas considerando o opinião de colegas que assistiram, aliados ao fato de que em 2014 a banda recebeu prêmios por suas músicas e seus músicos, e figurou bastante na mídia especializada, pode-se dizer que os mineiros do ANEUROSE fizeram por merecer um espaço no festival.
aneurose
Setlist: What R U Waiting  ♦  Hunting Knife  ♦  Drink Like a Man  ♦  Butcher  ♦  Square in Flames  ♦  Aneurose  ♦  Spoilled Little Girl
“Pra nós da Aneurose foi uma luta, desde a fase de votação! Mas acreditamos desde o princípio e mobilizamos, muitas pessoas, recebemos forças de lugares que nem conhecíamos! Nos aproximamos de parceiros como a Monstractor que subia junto com a gente a cada voto! E depois no festival, foi um honra participar, ver os metaleiros todos se divertindo (mesmo com aquela chuva toda), Fizemos novas amizades, pudemos dividir a Cachaça da Aneurose com novos amigos, num lugar fodástico com uma infra estrutura muito boa e só com banda autoral brazuca (apenas uma exceção, né?) ! só tenho a agradecer de poder ver um Metal Nacional tão forte assim! \,,/” – Kiko Ciociola, Aneurose
MONSTRACTOR
MONSTRACTOR é uma banda de Resende (RJ) que está divulgando seu primeiro álbum, ‘Recycling Thrash’, com a proposta de tocar aquele Thrash Metal direto e reto.
Monstractor
VOIDEN
Com a responsabilidade de fechar o primeiro dia do ‘Metal Land’, os paulistanos do VOIDENcomeçaram o show tarde da noite, e acabaram um pouco prejudicados pelas circunstâncias. Assim mesmo, conseguiram divulgar todas as faixas do primeiro EP da banda, “Beyond Antares”, lançado mês passado.
 Voiden
Setlist: Elder Blood  ♦  Enemy of God (cover do Kreator)  ♦  Crawling Chaos  ♦  Hipocrisy  ♦  Antares
“Fomos com os nossos amigos do Furia Inc. e ficamos em Batatais. Nosso show se deu graças aos votos de fãs e isso nos deu muito ânimo. Agradecemos a todos que de alguma forma nos ajudaram. O local do show era extremamente fora de mão, difícil acesso e a chuva não facilitou em nada. Apesar da ideia de realizar um evento nos moldes do memorável Woodstock, a verdade é que encontramos muitas barreiras. A começar que o mundo mudou e as pessoas não se esforçam mais tanto para ver um evento grande, independente de quais atrações sejam. Veja bem, se tinham 500 pessoas no show do Sepultura, eu estava lá, foi muita gente. Chovia forte e as pessoas que lá se encontravam, estavam encharcadas, com frio e lama até o último fio de cabelo, mas claro, estamos falando de verdadeiros amantes de metal. Fora isso, não se sabe exatamente o motivo de escolha do horário equivocado para bandas ainda desconhecidas do grande público tocarem após Krisiun e Sepultura, como foi nosso caso, em plena madrugada, acontecendo o mesmo com os nossos amigos do Sephion e do Shotdown. O equipamento oferecido apresentou problemas e prejudicou a apresentação de várias bandas. Poderíamos de verdade sentar e chorar… Mas ao contrário de tudo o que foi relatado, preferimos ver o lado bom e dizer que foi uma das raras festas que reúnem amigos com um único intuito, celebrar a música e estilo que curtimos. Fizemos bons amigos e ótimos contatos, aos que nos viram, acredito que tenhamos feito um bom show, esperamos voltar em breve e poder mostrar mais do que podemos e temos a oferecer. Tocar no MLF foi ótimo. Não bastasse, o equipamento oferecido era absurdo. Resumindo, foi insano! E curtimos cada segundo! Foi classe A!” – Junior Sagster, Voiden

DIA 01/11
STONED BULLS
STONED BULLS abraçou a responsabilidade de abrir o segundo dia do festival, e aproveitou o show para lançar o EP ‘Good for Shirt’. Com elementos de Groove, Stoner e Southern Metal, a banda de São João da Boa Vista (SP) foi conquistando os headbangers ao longo do show, que cada vez mais se aproximavam, e a cada música aumentava o número de cabeças e cabelos rodopiando na pista. E assim agradaram os presentes, e já mostraram logo de cara que o dia teria bastante peso pela frente no palco DIMEBAG.
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Setlist: Stoned  ♦  Fault?  ♦  Traveler Man  ♦  Edge of the World  ♦  Minotaur  ♦  First Joke
“Para Stoned Bulls o Metal Land Festival foi o marco de uma nova era do Metal Brasileiro, simplesmente pelo fato de ser algo único e inédito, trazer um grande numero bandas autorais novas para o cenário, sendo todas as bandas de peso e que consagraram um lugar na playlist de cada membro da Stoned Bulls. Respeito foi o lema deste festival, pessoas de coração aberto e ouvidos atentos para o novo, resumindo … esse foi e sempre será o nosso Metal Land! Que venha o próximo!” – Stoned Bulls
FIREGUN
Natural de Guarulhos (SP), o FIREGUN foi a segunda banda do dia, e apresentou seu Groove Metal de qualidade para um público bastante interessado. Como este dia foi marcado por atrasos no palco DIO, isso afetou as apresentações no palco DIMEBAG, e a banda não pôde executar “What’s the Reason”, carro chefe do FIREGUN. Assim mesmo, passaram o recado e mostraram porque mereceram fazer parte do festival.
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Setlist: Blind Nation  ♦  Inheritance  ♦  Aproveite a dor  ♦  I walk alone  ♦  Rain of sorrows  ♦  Abuse of power
“O festival foi um sucesso pra nós e acredito que pra muita gente, mesmo com o público um pouco menor que o esperado, o festival foi um exemplo, e vem outra edição ano que vem! Colocar bandas do cenário underground foi um sucesso para todos, exemplo pra muitos outros festivais. É uma honra para bandas underground fazer parte de um evento com grandes nomes do Metal. É a oportunidade que sempre falta para as bandas que batalham tanto por um lugar na cena.” – Samuel Martins, FireGun
MAD MAMBA
Hora do bom e velho rock n’ roll! Os santistas do MAD MAMBA trazem a proposta de adicionar ingredientes modernos ao Rock Clássico, e cumpriram muito bem este papel no ‘Metal Land’. Uma banda nova já conquistando seu espaço na cena.
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Setlist: Fate  ♦  Human Being  ♦  Sunny Eyes  ♦  Owner of the Sea  ♦  Midnight Strike  ♦  Pure Venom
FÚRIA INC.
FÚRIA INC. é uma banda de Guarulhos (SP) que já cravou sua identidade no cenário nacional. Fizeram um show muito bom no festival, quebrando tudo e agitando a galera.
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KROW
Mineiro tem fama de calminho, tranquilo, na paz…. aí vem o KROW e acaba com a reputação angelical do estado! Talvez o maior público do palco DIMEBAG no ‘Metal Land’, a banda fez todo mundo bater cabeça do princípio ao fim do show. E não é pra menos, a energia da banda ao vivo é contagiante, impossível ficar parado! Excelente show de uma excelente banda!
KROW tocou com a bandeira da Romênia ao fundo, show dedicado aos amigos de Bucareste, onde aconteceu o incêndio no ‘Club Colectiv’ durante um show de Heavy Metal (similar ao ocorrido em Santa Maria no início de 2013).
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Setlist: Despair  ♦  Retaliated  ♦  Abominations  ♦  Endless Lashings  ♦  Eidolon  ♦  Slaughter of the Gods  ♦  Traces of the Trade  ♦  Whoreborn  ♦  Before the Ashes
EXECUTER
Veteranos do Thrash Metal no Brasil, o EXECUTER foi outra das bandas que levantou o público durante o ‘Metal Land’, com sua thrasheira clássica que pede mosh toda hora.
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TRATOR BR
Mais uma banda de muito peso na noite de domingo. Os paulistas do TRATOR BR apresentaram seu Death Metal para um público ainda expressivo, considerando que já era mais de 03h da matina e o Andre Matos (atração principal desta noite) já tinha se apresentado. Ouvi a banda de longe, mas deu pra perceber a energia no palco e na pista.
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Setlist: Trator de Guerra brasileiro  ♦  Megera do Inferno  ♦  O Dom da Visão  ♦  Motosserras/Floresta Armada  ♦  No Comando dos Vermes  ♦  Ja é Jacaré  ♦  Trucidado com Colher  ♦  Fome Animal  ♦  Mortos em uma Caixa Sistemática  ♦  Fogo-Fátuo  ♦  Ferroadas  ♦  Negação é o princípio do fim
SHOTDOWN
Esta banda de Mirassol (SP) foi a penúltima a se apresentar no festival, já tarde da noite. Por isso o SHOTDOWN também foi obrigado a encurtar o setlist, tocando apenas 4 músicas. Abriram o show com “Murderground”, primeiro single do próximo trabalho da banda, que será lançado ano que vem.
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Setlist: Murderground  ♦  Gasoline Away  ♦  Dead Man  ♦  Hidden Asylum
“O festival foi uma ótima experiência para nós, pois pudemos presenciar o nascimento de um grande festival no Brasil de Metal. Assim como qualquer festival, houve problemas de horários, e fomos prejudicados com isso. Isso não nos desanima, pois torcemos para que o festival cresça verdadeiramente e que possamos estar nas próximas edições como banda no cast mesmo! Será uma honra voltar para o Metal Land em versões futuras, aumentadas e aprimoradas.” – Danilo Origa, Shotdown
SEPHION
Os santistas do SEPHION foram os responsáveis por fechar o festival. Mas em função do grande atraso que houve neste dia (por causa de problemas no outro palco), já era quase 07 da manhã quando a banda começou a tocar (o show era pra ter começado às 04:00). Algumas bandas tiveram que cortar músicas do set por causa do atraso, mas talvez o SEPHION tenha sido a mais prejudicada, pois foram cortados durante a execução da faixa “Life Made me a Killer”. Por conta disso, as duas últimas (“Today I Know” e “Fucking War”) também ficaram de fora. No fim, a banda conseguiu mostrar apenas duas músicas autorais na íntegra.
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Setlist: Devil May Cry  ♦   No Matter how I Try  ♦  Walk (cover do Pantera)  ♦  Life Made me a Killer
“Nossa apresentação foi prejudicada devido ao atraso de 3h acabamos com o show cancelado na metade, fomos tocar por volta das 7h da manhã e não houve suporte de ninguém da organização por conta do horário.
Ficamos muito contentes pela oportunidade do festival de mostrar bandas Nacionais de Metal e também pelos nossos amigos das outras bandas, mas infelizmente a nossa experiência, como banda foi negativa, esperamos que em uma próxima oportunidade possa haver maior preocupação nestes detalhes, para não prejudicar ninguém.
Já enquanto fãs de bandas como Sepultura, Tuatha, Krisiun foi muito bacana, boa qualidade de som e espaço, uma pena que a chuva não cooperou, mas eventos como esse devem acontecer mais vezes, se preocupando sempre com as bandas principais, mas também com as menores que fazem de tudo para dar o melhor de seu trabalho.” – Sephion
Só as bandas mencionadas acima já fizeram o evento valer a pena! Festival diferenciado por valorizar de verdade o Metal Nacional, o ‘Metal Land Festival’ mostrou que se depender das bandas e público presente, é um evento que veio para ficar. A seleção das bandas undergroundfoi muito boa, resultando em diversos estilos apresentados no palco DIMEBAG, todas as bandas com bastante qualidade.
Mas muito mais rolou no ‘Metal Land Festival’. Fique de olho, em breve a resenha do que rolou no palco DIO, onde tocaram nomes como Sepultura, Krisiun, Voodoopriest, Andre Matos, Tuatha de Danann, Tim Ripper Owens, SoulSpell, e muitos outros.
Agradecimento: Costábile e The Ultimate Music pelo credenciamento e suporte, e a todas as bandas que contribuíram com a resenha.