Musicas da Semana

quarta-feira, 25 de dezembro de 2013

Natal Rock n Roll na Galeria do Rock

Versões de clássicos rock n roll pelo CoralUSP

(Créditos: Reprodução)
21/12/2013
Os amantes do rock n roll podem conferir um natal à moda na Galeria do Rock em 2013.
Sucessos como “Bohemian Rhapsody”, do Queen, e “Yesterday”, dos Beatles, executados em versões natalinas, com a apresentação do CoralUSP, sob a regência do Maestro André Juarez no mezzanino da Galeria do Rock.
O coral apresentará um setlist recheado de sucessos do rock adaptados ao canto coral em mais de uma hora e meia de uma apresentação que vai de Queen, Beatles, Pink Floyd e Elton John, a sucessos do rock nacional, unindo o rock às vozes.
O quê: Coral de Natal da Galeria do Rock com Coralusp
Onde: Galeria do Rock - Avenida São João, 439, Centro
Quando: Sábado, 21/12 a partir das 20 horas
Quanto: Gratuito.
Julia Bueno redator(a)

INFORMAÇÕES

  • Datas: 21 de dezembro de 2013
  • Horários: A partir das 20hrs
  • Preços: Gratuito

sábado, 21 de dezembro de 2013

O Revival Psicodélico de Ronnie Von...

A-Máquina-Voadora-de-Ronnie-Von
Depois de ter seus trabalhos mais vanguardistas reeditados em vinil de 180 gramas, Ronnie Von retorna em documentário sobre a sua fase lisérgica. Ronnie Von: quando éramos príncipes é um filme do jornalista Ricardo Alexandre, dirigido por Caco Souza.
O vídeo conta com depoimentos de Arnaldo Baptista, Rita Lee, Sérgio Dias, Arnaldo Saccomani, Manoel Barenbein, entre outros. A estreia é na próxima semana, dia 2 de dezembro, no canal por assinatura BIS, com várias reprises no decorrer da semana.
Para a película, a banda Os Haxixins e Pedro Skywalker rearranjaram várias músicas psicodélicas do artista e, juntos, registraram esse material ao vivo em estúdio. Assim que o teaser do documentário foi liberado na internet nessa semana, os fãs se mostraram eufóricos com a possibilidade de assistir Ronnie cantando ao vivo pela primeira vez em 17 anos. Ao que tudo indica, há possibilidade do artista fazer showscom essa banda de apoio.
Confira o trailer abaixo:

“Uma tremenda anarquia”

Ronnie Von surgiu na música pop brasileira com estrondoso sucesso na metade dos anos 60. Apesar de ser um cantor jovem, na época, se recusava a ser associado ao movimento da Jovem Guarda.
Quando ele estreou, em 1966 na TV Record, o programa artístico O Pequeno Mundo de Ronnie Von — em que interpretava um personagem inspirado na obra O pequeno príncipe — a mídia tratou de fomentar uma rivalidade entre o “príncipe” e o programa do “rei” Roberto Carlos.
Ronnie-Von-e-Vinicius-de-Moraes
Ronnie Von e Vinicius de Moraes, que escreveu elogios para a contracapa do compacto de 1966.
Muito mais vanguardista, e com um viés nitidamente artístico e contracultura ao invés de ser meramente comercial, o programa de Ronnie foi precursor ao trazer a participação de artistas que estavam realmente empreendo uma revolução cultural no país, com Caetano Veloso e Gilberto Gil ainda antes da explosão do tropicalismo.
Porém, o fato mais marcante d’O Pequeno Mundo era a banda de apoio que acompanhava a apresentação dos convidados: Os Bruxos, que logo foram rebatizados pelo próprio Ronnie como Os Mutantes, o grupo mais aclamado — internacionalmente — da história do rock brasileiro.
Dentro do mainstream da época, Ronnie foi o cara que deu espaço para os artistas mais revolucionários da música brasileira!

Cult no Underground

Após uma série de compactos, EPs e 4 álbuns — um deles repleto de covers dos Beatles, com a participação d’Os Mutantes — Ronnie Von lançou a obra que inaugura a sua fase psicodélica: o homônimo Ronnie Von (1968). Com forte influência do tropicalismo, esse álbum conceitual, experimental, garageiro, rebelde, poético e cheio de vinhetas entre as faixas, hoje é aclamado como o ponto alto na discografia do artista.
Na sequência, vieram A Misteriosa Luta do Reino de Parassempre Contra o Império de Nuncamais (1969) e A Máquina Voadora (1970). Em todos esses discos, o grande parceiro musical do artista foi o maestro e arranjador concretista — colega de Rogério Duprat — Damiano Cozzela.
Entretanto, esses álbuns não foram bem recebidos pelo público. Ignorados pelas rádios e pela mídia, acabaram sendo mal vistos como o período mais insignificante da carreira do cantor.
Ronnie Von aos 23 anos.
Ronnie Von aos 23 anos.
Foi apenas trinta anos depois, no final da década de 1990, que uma nova geração redescobriu esses títulos em sebos de discos usados. Rapidamente os discos foram garimpados e passaram a valer uma nota na mão de fãs e colecionadores. Com a popularização do MP3, os álbuns foram ripados e difundidos pela internet. Logo passaram a ser cultuados como pérolas perdidas do rock nacional.
Quando a banda gaúcha Video Hits gravou seu único CD de estúdio oficial, lançado em 2001, convidaram Ronnie para participar dos vocais de Silvia 20 Horas Domingo, música lançada originalmente no álbum de 1968. Na época o fato foi amplamente divulgado pela mídia nacional.
Em 2007, diversas bandas e artistas atuantes no circuito do rock independente lançaram o álbum virtual (apenas para download) Tudo de Novo. Trata-se de um tributo em dois volumes que traz nomes como Plato Divorak, Detetives, Os Skywalkers, Astronauta Pinguim, Continental Combo, Ecos Falsos, entre outros, regravando todo o álbum homônimo de 1968 (volume 1) e diversas faixas da carreira de Ronnie (volume 2).
Já em 2011, o programa O Som do Vinil — no Canal Brasil, comandado pelo ex-baterista dos Titãs, Charles Gavin — teve uma edição dedicada especialmente ao álbum de 1968 de Ronnie Von (parte 1 e 2no Youtube).
Devido a grande procura pelos discos da fase psicodélica do artista, no início de 2013 a Polysom — a única fábrica de discos de vinil da Américo do Sul — reeditou esses três trabalhos marcantes da carreira de Ronnie Von com prensagens de alta fidelidade LPs de 180 gramas.

Galeria de Capas:

Confira as capas dos álbuns psicodélicos de Ronnie Von:
Ronnie-Von-1969
Ronnie Von (1969)
Ronnie-Von-A-Misteriosa-Luta-do-Reino-de-Parassempre-Contra-o-Império-de-Nuncamais-1969
Ronnie Von – A Misteriosa Luta do Reino de Parassempre Contra o Império de Nuncamais (1969)
Ronnie-Von-A-Máquina-Voadora-1970
Ronnie Von – A Máquina Voadora (1970)

Os Bolachões:

O 180 Selo Fonográfico possui os 3 títulos da fase psicodélica de Ronnie Von disponíveis em catálogo. Vai deixar esses clássicos de fora da sua coleção? Clique nos links para comprar.
Siga 180 Selo Fonográfico

domingo, 8 de dezembro de 2013

8 de Dezembro a data mais macabra do rock!

No dia de hoje, 8 de dezembro, há muito que se lamentar pelo que a música – e, dependendo do caso, o mundo – deixou de ter com o falecimento trágico de três nomes que, como diz Nikki Sixx, ‘deixaram uma baita cicatriz na cara do rock’.
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No dia 8 de Dezembro de 1980, um psicótico estadunidense de nome Mark Chapman assassinava o inglês JOHN LENNON com 5 tiros [4 nas costas] ao lado de sua esposa, Yoko Ono, na frente de sua residência, o edifício Dakota, em Nova Iorque. Chapman era um fã dos BEATLES que vinha ficando desapontado com certas atitudes de Lennon e chegou a pedir um autógrafo para o músico hora antes do homicídio. Ele ainda permanece preso na Wende Correctional Facility.
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Em 1984, o baterista inglês RAZZLE, da banda finlandesa HANOI ROCKS – que influenciou toda a cena glam de Los Angeles e continua sendo referência em sonoridade e visual para o gênero hard rock até hoje – foi morto num acidente de carro em Hollywood. Nicholas Dingley [seu nome de batismo] havia saído de uma festa com várias outras pessoas, dentre elas alguns membros do MÖTLEY CRÜE, com o embriagado vocalista do grupo, VINCE NEIL, para comprar mais bebida. Os dois estavam dentro do Ford De Tomaso Pantera de Neil quando este se chocou contra um Fusca num cruzamento. Dingley chegou a ser levado para o hospital, mas foi declarado morto assim que chegou. O terceiro disco do Mötley Crüe, “Theatre Of Pain”, é dedicado a ele. Vince cumpriu menos de um mês de cadeia por sua culpa no acidente.
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Em 2004, o guitarrista texano DARRELL LANCE ABBOTT, conhecido popularmente como “DIMEBAG DARRELL” estava se apresentando com o DAMAGEPLAN – seu primeiro projeto após a dissolução do PANTERA – em Columbus, Ohio, quando um corno de nome Nathan Gale subiu ao palco e disparou três vezes contra a cabeça de Abbott com uma pistola Beretta 9mm. O terceiro tirou matou Dime instantaneamente. Dois outros membros da equipe técnica também foram atingidos. Um cerco policial se efetuou rapidamente e um bravo oficial, James Niggemeyer, executou Gale com um único tiro de escopeta calibre 12. O meliante era psicótico e acusava o Pantera de ter roubado composições suas.
A data poderia ter adquirido uma aura ainda mais macabra caso OZZY OSBOURNE não tivesse sobrevivido a um acidente com um ATV em sua casa em 2003. Ele teve uma perna quebrada, além de várias contusões e costelas fraturadas.


Fonte: 8 de Dezembro: a data mais macabra do rock http://whiplash.net/materias/curiosidades/193755.html#.UqT8bvRDsVw#ixzz2mvaqGMYN